Com os aspectos jurídicos do seu negócio, você sabe lidar? Parte 2

Vamos dar continuidade sobre como lidar com os aspectos jurídicos tratado na semana passada.

Como vimos na ultima postagem sobre como lidar com os aspectos jurídicos, o interesse e a disposição dos seus colaboradores faz toda a diferença no andamento do seu ofício.

O que seu parceiro/colaborador deve ter

Principalmente se os funcionários também estiverem em começo de carreira. Essa condição os tornará mais preparados a cumprir as tarefas e solicitações, a se arriscar por você e pelo seu negócio.

Conclusão: o comprometimento é essencial, assim como a sincronia entre você, empreendedor, e seus parceiros e colaboradores. Todos devem ter os mesmos valores e propósitos para que trilhem o mesmo caminho sem grandes divergências.

O profissional que você quer contratar deve ser minimamente preparado no nível técnico e comunicativo; no todo, precisa ter uma noção com os aspectos jurídicos  e uma visão estratégica, pois vai trabalhar com pessoas.

Com essas habilidades, ele vai andar, buscar, se comunicar, gerando resultados cada vez mais satisfatórios.

Obviamente, pessoas comunicativas se dão melhor no mercado mais prático, com mais processos, negociações e atividades, enquanto a teoria e a técnica são melhor desenvolvidas pelos mais introspectivos. Este tipo de pessoas também lida muito bem com questões mais estratégicas.

O Advogado de Grife, como chamamos os profissionais que se dedicam a casos famosos, clientes poderosos e ricos, são conhecidos assim pelo extremo valor que dão a cada serviço.

Muitos desses puderam ser vistos na operação Lava-Jato, tirando da prisão alguns dos envolvidos.

O dono da grande instituição pode até ter uma produção pequena, mas são altos os valores agregados ao seu nome.

Mas esse não é o ponto aqui, pois já foi muito adiante do que estamos trabalhando.

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Os Advogados de Grife são mais adequados a grandes instituições e nosso objetivo é falar sobre como lidar com os aspectos jurídicos dos iniciantes – sua implantação, organização e, aí sim, crescimento.

Lidar com os aspectos jurídicos é sim, complicado. Cheio de detalhes, papelada e necessidades, mas uma vez que seus caminhos sejam desbravados você vai conseguir trilhá-los.

Seu advogado, contador e colaborador estão comprometidos? Têm os mesmos valores que você? Um bom caráter, confiável, não te coloca em enrascadas ilícitas? Têm os conhecimentos necessários para fazer com que seu negócio prossiga? São adequados ao seu bolso?

Se sua resposta a essas questões for afirmativa, você vai se dar bem empreendendo no Brasil – um lugar complicado, mas nenhum bicho de sete cabeças.

Certifique-se de que haja confiança, sincronia e comprometimento em sua equipe. Sem essas condições, você não poderá garantir um serviço de qualidade.

Por que ser empreendedor no Brasil é tão complicado?

Para cada indústria ou comércio, produtos ou serviços você lidará com uma demanda específica.

Ou seja, não pense na indústria da mesma forma que pensa no comércio, pois cada uma dessas áreas de atuação tem detalhes específicos que não se aplicam a outras partes.

No Brasil, é tudo regulamentado. Por exemplo, no ensino (básico, fundamental, médio e universitário) há uma infinidade de leis que não conversa entre si. As Leis do ensino básico não se aplicam ao universitário, ou seja, cada instituição tem seu próprio modus operandi.

No entanto, nas ações não regulamentadas relacionadas a um serviço qualquer, seja em alta ou baixa escala, sempre há alguém observando, procurando deslizes.

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Pense no PROCON, de olho nas relações entre empresas e clientes.

Enfim, as instituições responsáveis pela regulamentação (ou não) não servem para te capacitar, mas sim para te dar um norte, te guiar através do que pode ou não pode fazer.

Ao contrário de outros países, no Brasil você tem que ir na tentativa e no erro. Se fizer errado, a fiscalização te punirá até aprender e corrigir, por isso você precisa organizar suas atividades e garantir que não haja armadilhas.

Lembre-se: é uma prevenção. É evitar a perda de tempo de remexer todos os documentos no futuro em busca das irregularidades.

com os aspectos jurídicos Mantenha a papelada organizada e de fácil acesso para a fiscalização.

Para empreender, é necessário suor, dedicação, esforço, organização. Não é só ter uma boa ideia, pois o negócio não vai acontecer sozinho.

É preciso ter a técnica, os macetes. Essa é a diferença entre os negócios que conseguem florescer e os que não têm sucesso.

Lembre-se também de que o investimento não pode se limitar à tecnologia, ao ambiente físico onde seus negócios vão acontecer. As pessoas precisam de atenção e capacitação; esta última é essencial!

Quanto mais capacitar as pessoas, a equipe, mais rápido seu sucesso chegará.

Saiba de onde tirar o dinheiro para não se prejudicar – nem ao seu negócio

Atenção, porém, às fontes do dinheiro para o investimento: há o dinheiro da empresa e o seu, pessoal. Não os confunda!

Coloque seu negócio em primeiro lugar; pense nele grande, busque, conheça, aprenda antes de investir e deixe para tirar o dinheiro do montante do lucro. Só aí.

A estrutura da empresa é diferente, maior e tem mais opções; você, como empreendedor, tem apenas a si mesmo com quem contar financeiramente, mas pode consultar seus parceiros e colaboradores acerca das melhores decisões.

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Se decidir montar esse negócio com um sócio, seja ele amigo ou parente (mais comum, visto que várias empresas são familiares), vocês terão, naturalmente, ideias e origens diferentes. O advogado precisa elaborar um contrato mais específico e detalhado.

A presença do advogado implica na presença de uma consultoria, porém isso não exige necessariamente grande quantia monetária.

Requer uma organização de contrato entre os sócios, justa, bem localizada e planejada desde o começo, incluindo as questões tributárias.

Nem sempre você vai conseguir dividir com absoluta certeza a importância dos seus tributos.

Você pode estar pagando uma taxa desnecessária e deixando outra, prioridade, de lado.

Ao vender um serviço ou um produto tecnológico, a que taxas você está submetido? Aos de serviços e conteúdos? Licenças?

Você precisa estar atento logo no começo e ter seu negócio idealizado e planejado.

Lembra-se do Deusmar Queirós? Ele sabia desde sempre que queria um negócio nacional e com uma variedade de produtos disponíveis para venda.

Mas se seu negócio é pequeno e atende a um número limitado de clientes, não precisando se preocupar tanto, pois as exigências não serão tão complexas ou numerosas.

Vamos encerrar por essa semana, leitores!

Na próxima, traremos a terceira e última postagem sobre o enfoque de como lidar com os aspectos jurídicos das empresas.

Até lá!

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