Ponto de equilíbrio e a importância para o seu negócio

Olá caro leitor!

Na publicação anterior, falamos sobre como é importante analisar e manter positivo o fluxo de caixa de uma empresa. Explicamos também o que significa esse termo e qual a diferença entre o fluxo de caixa e o capital de giro.

Na publicação de hoje, falaremos sobre uma expressão constantemente utilizada no mundo empresarial. Se refere a uma parte do dinheiro que entra na empresa e tem relação com o pagamento recebido dos clientes.

Saber nunca é demais

A importância de saber mais sobre o seu negócio
A importância de saber mais sobre o seu negócio

O leitor deve ter reparado acima, que a escolha de palavras foi “parte do dinheiro que entra na empresa”. A maioria logo pensa em lucro. Certo, e errado!

O lucro de fato é uma porcentagem do dinheiro que entra na empresa, no entanto, ele representa o montante que resta depois de pagar todos os funcionários, aluguel, impostos e outras despesas da empresa.

O dinheiro que entra é o “faturamento” ou “recebimento total”.

Você deve estar curioso para quer saber qual é a expressão que falamos no início, certo?

Bem, nós já demos a dica no título.

Vamos direto ao ponto: estamos falando do “ponto de equilíbrio”, que quer dizer literalmente “zero”. Você paga todas as contas, mas não tem um centavo a mais. Obviamente, o capitalismo não sobrevive disso. Sobrevive do lucro.

Está entendendo os conceitos?

O ponto de equilíbrio serve para mensurar onde termina o seu prejuízo e começa o seu lucro, e vice-versa.

Alcança-lo significa obter capital suficiente para pagar todas as despesas variáveis, mês a mês.

Saber se você alcançou esse objetivo é o primeiro passo para descobrir como anda a economia do seu negócio.

A conta parece bem mais simples agora, não é?

Eu tenho um faturamento mensal onde subtraindo minhas despesas variáveis, é igual ao meu lucro.

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Seja lá como você irá montar a equação, ela é primordial para quem quer expandir o próprio negócio.

Ponto de equilíbrio: save the day

Expandir um negócio não quer dizer necessariamente vender mais. Vamos fazer uma simulação: suas vendas aumentaram. Quando isso acontece, os impostos também aumentam, já que são cobrados em porcentagens.

Aí entram também os gastos variáveis que podem ser divididos da seguinte maneira:

  1. Os que você conhece: aqueles que apesar de mudarem, fazem parte da sua rotina.
  1. Os que você não espera: como uma manutenção de emergência, ou uma multa por qualquer razão que seja, pode acontecer.

Caso você não se certifique de que as contas estão pagas, quando você for mostrar o DRE ou os resultados dos últimos meses para o banco, a resposta pode não ser tão agradável.

Se te emprestarem, ótimo, cuide do dinheiro e saiba usá-lo com responsabilidade, mas se não te emprestarem, cuidado. Negociar com você ou sua empresa pode estar sendo considerado arriscado e o banco já não te enxerga mais com bons olhos.

Nós, por vezes fazemos contas erradas, deixamos de verificar um detalhe ou outro. Nós arriscamos perder uns dólares para ganhar outros, mas o banco não. O banco vive de dinheiro, a instituição não pode se arriscar a emprestar um dinheiro que não tem retorno certo no futuro.

É aí que pode faltar na hora de pagar os boletos, os impostos ou até os salários. Vira uma bola de neve. Começam os juros sobre juros, suja o CNPJ da empresa ou o seu CPF como avalista.

Retroceder sempre que necessário!

Quando os negócios vão bem, é natural apostar no crescimento, aumentar a loja, a carteira de clientes, alugar ou comprar um novo espaço, adquirir novos equipamentos. Tudo isso é maravilhoso.

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No entanto, tudo isso significa mais responsabilidade, mais compromissos, e mais pessoas que irão depender de você. São contas e salários que devem ser pensados antes de buscar o crescimento.

O pensamento deve ser mais ou menos assim: “Quanto eu posso crescer e até onde vale a pena? ” Aumentar seu negócio pode parecer simples, afinal, se você já tem um, já sabe administrar o outro, certo?

Nem sempre. O crescimento exige mudança, inovação,  novo investimento, e acima de tudo, disposição e atenção. Você consegue se dedicar a mais uma loja, mais funcionários e à sua vida pessoal, por exemplo? Essa é a hora de colocar tudo na balança.

Muitos caem no erro de achar que porque sua marca é famosa, basta colocar um enorme letreiro com o seu nome e todo o resto acontecerá naturalmente.

Para citar um exemplo: O Mac Donald’s é uma franquia, como você deve saber. Ou seja, quem quiser entrar para o clube, deve pagar para utilizar a marca.

Apesar de seguir as regras que a franquia estabelece, se você reparar, duas unidades possuem preços diferentes, e o curioso é que às vezes elas pertencem à mesma pessoa.

Na cabeça das pessoas, deveria ser tudo igual, afinal é o mesmo sorvete o mesmo lanche e o mesmo hambúrguer. Isso chama-se “lei de oferta e procura”, e para isso, são levados em conta o público alvo, a região onde está localizado o seu comércio, entre outros. O sistema permite que seja feito dessa forma.

Isso funciona para que mesmo utilizando um nome forte, a marca não sofra com as variações de mercado.

Você cobra 100 reais por um serviço e atende em uma região de população humilde. Aí você cresce, estuda e trabalha para melhorar o seu negócio. Quando finalmente você cresce, consegue um estabelecimento em uma região nobre.

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Depois de todo esse processo de trabalho duro, brigas com os concorrentes e despesas para chegar onde chegou, você ainda vai querer cobrar os mesmos 100 reais em um lugar onde as pessoas podem pagar 500?

A reflexão aqui é fazer o leitor enxergar que para ter 2, 3 lojas, você precisa de capital de giro, precisa de todo aquele investimento, começar tudo outra vez. Basicamente, você leva o conhecimento e as experiências que adquiriu, sejam elas boas, ou ruins.

A expansão da empresa é onde mais aparecem os problemas financeiros, justamente por não saberem como crescer, ou para onde crescer, os empresários perdem dinheiro tentando usar a mesma abordagem de sucesso que já conhecem. Isso é 100% válido, mas não 100% garantido.

Aí a gente volta na quebra por causa das vendas. Tudo isso tem que ser pensado, estudado.

Caso a necessidade apareça

O ideal mesmo, é olhar com atenção para os seus prazos, todos eles, de faturamento e pagamento. Peça prazos maiores aos fornecedores. Procure trabalhar com o estoque mais enxuto possível, para não perder a qualidade e manter a empresa em pé.

Saiba identificar onde seu produto vende melhor. O seu público atual está te ajudando a pelo menos manter o ponto de equilíbrio, ou você vai ter que repensar para quem quer vender?

Com isso, encerramos a nossa publicação de hoje e esperamos que tenham gostado das dicas.

Nó próximo e último artigo dessa série, falaremos um pouco mais sobre gestão financeira empresarial e sobre como se sair bem no mercado. Não perca!

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