Captação de recursos: o guia completo [Parte 1]

Um tema bastante importante para o pequeno empresário que quer desenvolver seu negócio – principalmente na crise atual – é a captação de recursos.

Contudo, na maioria das vezes, não sabe exatamente por onde começar.

Devido ao fato de não ter o recurso financeiro necessário para criar e/ou crescer o negócio, é importante entender como funciona essa verdadeira ciência que é gerar mais recursos para a empresa.

Como captar recursos sem ter que gastar mais com publicidade?

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O post de hoje a ser abordado será voltado para a dificuldade de gerir uma empresa com recursos escassos. Tais recursos podem ser financeiros, mas também podem ser de mão de obra, de maquinário, falta de matéria-prima e/ou insumos ou até a falta de espaço físico.

Gerir uma empresa com poucos recursos, em geral, é mais difícil, é comum se sentir engessado e começar a entrar em desespero… “como fazer, como crescer, como me tornar grande um dia se eu não tenho recursos necessário para isso?”.

Em tempos difíceis, onde o dinheiro, não só do empresário está mais curto mas o dinheiro do seu potencial cliente – do potencial comprador dos seus serviços ou produtos – está também em falta.

“Será, então, que eu deveria pegar um empréstimo no banco para poder tocar meu negócio?”.

Mas aí entra outra dificuldade: os bancos também não estão liberando capital com tanta facilidade, principalmente para uma pequena empresa, ainda mais quando essa pequena empresa está começando suas atividades.

Então, de onde captar recursos para começar o negócio?

Será que uma simples boa ideia basta? Será que é viável trabalhar de casa? De que tamanho iniciar os negócios?

No começo, em geral, uma pequena empresa, um novo negócio começa pequeninho e com pouco recurso, em geral, dentro da própria casa.

Normalmente, a pessoa que teve a ideia será inclusive a pessoa que proverá a mão-de-obra.

“Que tamanho minha empresa deve ser? Será que nessas condições serei sempre pequeno ou algum dia conseguirei ter um tamanho suficiente para concorrer com outras empresas maiores que já estão no mercado?”

Dá para arriscar?

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Arriscaer é sempre necessário! É preciso arriscar para um dia chegar em algum lugar.

Sonhar é sempre importante…

Mas uma coisa tão importante quanto sonhar é ter bons planos. Um bom plano de vôo.

Não é aconselhável simplesmente pegar um avião, levantar vôo e, de repente, lá em cima no ar se perguntar: para aonde estou indo?

Possui um mapa de destino para aonde está indo? Irá enfrentar tempestades, temporais, ventos? Tem gasolina suficiente no avião que vá te levar até esse ponto?

Para uma empresa: como entrar no mercado? Irei concorrer com produtos e serviços sem conhecer quem são os concorrentes, sem conhecer quais são os pontos fortes, os pontos fracos ou  então, “possuir um plano de voo”?

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É imprescindível analisar se possui alguma ameaça: “em algum momento alguém vai entrar neste mercado ou será que tenho um tempo para estar sozinho e desfrutar desta vantagem?”

É necessário então começar com um bom plano.

Voltando à questão: dá para arriscar? Dá para arriscar sim, mas sem loucura; deve-se arriscar com boas ferramentas na mão, com boas ideias e com cálculos, com boas ferramentas de gestão. Tomar um risco calculado.

Voltando ao plano de vôo, um deles é essencial e a minoria de empresários, não só de pequenas empresas, faz ou já teve um bom plano de negócios, ou então, em inglês, o famoso business plan.

A importância do plano de negócio para a captação de recursos

O plano de negócios, na verdade, trará uma série de informações. Muitas vezes é importante ter esse plano de negócios até mesmo antes de abrir essa empresa.

Porém, a qualquer momento é possível fazer esse plano de negócios, seja para ter certeza do que se está fazendo, seja para buscar alguma ajuda, inclusive financeira, com um investidor ou com o banco por exemplo.

Ele é extremamente importante para se ter uma ideia do que esperar da empresa para os próximos anos.

Um plano de negócios, na verdade, tem como principais objetivos: conhecer muito bem a empresa, conhecer muito bem o que estará sendo feito, o que se deseja vender – produtos ou serviços –, por quanto se deseja vender – qual é o preço de venda.

E o mais importante, entender como se dará a captação de recursos.

Também é necessário conhecer em qual região será realizada a venda.

O Brasil é muito grande, o mundo é muito grande. Então, vendas somente aqui no Brasil? Primeiro apenas venda na cidade? No bairro? Na rua? Ou exportar um dia esses produtos ou serviços?

Enfim, um plano de negócios que irá trazer uma série de informações importantes.

Primeira coisa, ele é importante para conhecer sobre o negócio, sobre a empresa, sobre o potencial dos empresários envolvidos e também sobre o mercado que se pretende atuar.

O segundo objetivo é organizar as informações para descobrir se é possível realizar o que se espera antes mesmo de abrir o negócio.

Ou então, antes de ampliar o negócio, quais são os pontos fracos? Onde encontram-se as ameaças? Quais são as inconsistências do mercado?

Isso é importante para que se consiga “costurar” o negócio.

A terceira é desenvolver um plano de negócios com informações suficientes não só para conseguir entender o negócio, não só para conseguir minimizar os possíveis problemas, mas para ter informações que serão importantes para mostrar a empresa, para colocar a empresa na vitrine.

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E para que isso?

Porque, em algum momento, pode ser que seja seja necessário injetar dinheiro no negócio a fim de, por exemplo, ampliar a empresa.

Ao mesmo tempo, nenhum investidor profissional vai entrar no negócio se não for apresentado a ele o verdadeiro plano de negócios, onde ele vai ter a noção mais macro do negócio e à medida que queira obter mais informações, pode ir buscando nesse plano os detalhes que desejar.

Além de servir para investidores, pode também servir para bancos/

De repente, é preciso de um projeto do BNDES ou um capital de giro e o banco vai querer saber o seguinte: “Para que você vai usar esse dinheiro? O que você pretende fazer com esse dinheiro? Vai transformar esse dinheiro em quê?”

O plano de negócios responde exatamente a tudo isso. Então, vale a pena!

Existem inúmeros modelos de plano de negócios, vários disponíveis inclusive em sites, ou no Google através das pesquisas.

Entre, pesquise um pouco mais sobre o que é um plano de negócios e de que maneira é possível construir tais informações.

O plano de negócios, na verdade, vai trazer, como falado acima, várias informações importantes, não só para os potenciais investidores.

O que exatamente tem dentro de um plano de negócios?

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O que exatamente é preciso pesquisar e buscar em detalhes para conseguir preenchê-lo?

O plano de negócios é exatamente isso: “muita coisa está na tua cabeça; eu tenho certeza que está na tua cabeça. Você já pensou, já discutiu, já falou para muita gente qual é a tua ideia”.

Mas muitas das vezes não está no papel…

É nesse momento que deve pegar as informações que estão na cabeça e começar a colocar no papel… começar a desenhar algumas planilhas, alguns fluxos.

Isso estará muito mais interessante de se observar e de tomar decisões.

Um bom plano de negócios leva em consideração um bom plano de marketing.

“O que eu vou vender? Vou vender para quem? Por quanto? Vou promover esse produto ou serviço de que maneira? Com quais verbas de marketing?”

Perguntas como as acima devem ser respondidas no plano de marketing.

Não é necessário ter captar recursos o tempo todo para divulgar e vender o produto. É possível fazer isso, muitas vezes, de uma maneira barata ou então, de graça.

Mas é imprescindível ter um bom plano de marketing, onde serão inseridos investimentos financeiros e as atitudes que deverão ser tomadas.

É possível programar isso ao longo dos meses ou dos próximos anos.

Deve-se criar novas possibilidades, novos planos Bs que vão ajudar a orientar e a mudar de rota a qualquer momento que se mostrar necessário.

Na verdade, um plano de negócios também leva em consideração um plano de compras.

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Será utilizado produto fabricado? Então, para fabricar esse produto será preciso ter quais insumos? Quais matérias-primas? E a mão-de-obra? Qual maquinário?

É preciso também saber o seguinte: o que de estoque? O que de compras? O quanto irei gastar? Quando irei gastar?

É necessário detalhar isso tudo e muito bem detalhado…

Investimentos com tecnologia… investimentos com maquinário.  As máquinas são suficientes? É necessário máquina nova?

Vale a pena começar um negócio comprando uma máquina já usada de uma outra empresa que não está usando e quer vender? E quanto à capacidade ociosa?

Muita gente se assusta com essa palavra, mas ociosidade pode ajudar a ter flexibilidade.

Então, se é realizado esse plano de quanto será necessário possuir de maquinário para produzir, fica fácil saber o seguinte: quando chegar a um certo tamanho é hora de ter uma segunda máquina ou é hora de comprar uma máquina mais potente que faça o dobro de produção, por exemplo.

O terceiro ponto é um plano de RH

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Algumas coisas são mais fáceis para o pequeno empresário porque está muito entusiasmado com o negócio, que é vender.

Primeiro desenvolver a ideia do produto ou serviço e depois sair vendendo, fazer propaganda, entrar no Google AdWords, entrar no Facebook.

Enfim, é comum adorar muito essa parte de dispor o produto ou serviço, mostrar para todo mundo.

Mas alguns pontos, como comentado aqui, são um pouco mais difíceis.

Um deles é quando falamos de finanças. O outro é quando falamos de recursos humanos.

Será necessário gente!

“Quais são as competências das pessoas que eu vou precisar ter na minha equipe? Além das competências, quantas pessoas eu vou precisar ter?”

Essas perguntas são conhecidas em finanças como cost drivers, em inglês, ou direcionadores de custo.

Se possuir isso muito bem definido, como falado com os equipamentos, com as máquinas, também devo ter isso muito bem definido com pessoas.

Então, assim, já que o assunto é como gerir uma empresa com recursos escassos, deve-se ir com calma e sempre fazer contas.

De repente, o empresário já está com a cabeça lá na frente, no futuro, pensando maior do que realmente é hoje e já está se desesperando se terá dinheiro para contratar, se terá dinheiro para comprar uma máquina ou se sobrará espaço físico.

Calma…

Com um plano de negócios é possível ir definindo todas essas angústias e, de repente, nada disso se tornará preocupações reais.

Então, fazer as contas, bolar um belo projeto, um belo plano é um grande passo que vai ajudar bastante na organização e a botar o pé um pouco mais no chão e se tranquilizar.

Não deixe de acompanhar e fique por dentro de tudo que é necessário para se ter uma empresa organizada e pronta para o sucesso!

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