Quais custos sua empresa realmente deve cortar durante a crise

Quais custos sua empresa realmente deve cortar durante a crise

Em tempos de crise, a balança financeira de uma empresa sofre um enorme desequilíbrio. Há uma redução significativa da demanda e, frequentemente, um aumento de custos devido à inflação e à alta das taxas de câmbio. Frente a esse cenário, muitas empresas decidem reduzir custos como medida para se manter mais competitivas. Porém, esses cortes precisam ser feitos com cuidado, para não prejudicar a qualidade do produto ou serviço oferecido e, assim, resultar em um desempenho menor da empresa.

Por isso, é muito importante saber como decidir quais custos cortar — e é isso o que você vai aprender no post de hoje. Acompanhe!

Reúna a equipe

Toda empresa tem suas funções principais dividas entre setores, que estão relativamente isolados um do outro. Por isso, somente gerentes do próprio setor conseguirão lhe dizer quais despesas podem ser cortadas. Você deverá escutá-los atentamente.

Realize palestras e orientações sobre corte de despesas para que, no dia a dia, eles se engajem na observação de como realizá-lo em suas equipes. Depois, reúna todos em uma reunião não decisiva, para que todos contribuam com ideias, em um processo de brainstorm.

Defina os investimentos e gastos estratégicos

Para definir o que é estratégico, questione-se “quanto lucro esse investimento irá trazer para o futuro?”. Se determinado custo trouxer resultados muito positivos futuramente, ele não deverá ser cortado em nenhuma hipótese. Geralmente, esses custos estão relacionados com inovação tecnológica, internacionalização e qualificação de funcionários, e impactam diretamente na qualidade do produto ou serviço oferecido.

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Os gastos não estratégicos normalmente têm nenhum ou pouquíssimo impacto sobre as perspectivas da empresa. Podemos dividi-lo em duas categorias: os necessários e os supérfluos.

Os necessários são praticamente inescapáveis, mas podem ser reduzidos. São despesas com telefonia e internet, luz, água, manutenção e recursos humanos. Uma forma de reduzi-los é negociar com os fornecedores. Na telefonia e internet, é possível migrar para planos mais em conta, por exemplo. Com funcionários, pode-se reduzir a quantidade de horas extras, pois o mercado estará desaquecido.

Os gastos supérfluos, como o próprio nome diz, não influenciam no funcionamento da empresa. Por exemplo, o ar-condicionado não precisa estar constantemente ligado e o café não precisa ser um expresso com refil caro para os funcionários.

Faça cortes com equidade

Diminua também as despesas com os altos funcionários da empresa e com os executivos. Fazer cortes somente com os funcionários tem impacto na produtividade, pois eles percebem que você está os sacrificando enquanto mantém o “luxo” dos executivos.

Assim, as viagens não estratégicas podem ser reduzidas — eles poderão viajar de classe econômica, por exemplo. A empresa pode paulatinamente reduzir outros benefícios para eles, como auxílio-moradia e a disponibilização de carros da empresa.

Lembre-se: nada adianta cortar R$100 mensais com itens da cozinha e banheiro e gastar R$1.500 mantendo um carro ou um apart-hotel para um de seus diretores. Hoje em dia, a equidade é um valor importante para a imagem da empresa.

Não feche no vermelho jamais

O ideal é que o financeiro tenha feito uma reserva de caixa durante os bons tempos, pois ela será extremamente necessária. Durante a crise, os bancos aumentam os juros e dificultam os empréstimos, o que pode sacrificar sua empresa durante a crise.

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Faça os cortes necessários para sempre ter saldo positivo e utilize a reserva. Recorra aos bancos só para colher dividendos ou em casos extremos.

Evite cortes de benefícios aos funcionários

Quando você corta um benefício de um funcionário, o impacto na sua produtividade é enorme. Se ele produz menos e com melhor qualidade, sua empresa estará perdendo dinheiro, ao invés de estar economizando.

Além disso, isso gerará um mal-estar entre entre todos os funcionários, que não confiarão na capacidade da empresa de protegê-los. Se, por outro lado, eles sentem que a empresa os dá suporte, eles irão trabalhar com você para superar a crise.

Portanto, jamais corte o percentual de comissão para os vendedores e bônus de produtividade, por exemplo.

Não há uma receita pronta para o corte de gastos: você deverá analisar as características da sua empresa para definir e planejar com tempo. Nada de fazer escolhas impulsivas!

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