Como posso escolher o sócio ideal?

Quando um negócio é iniciado, não necessariamente o empreendedor precisa de um sócio. Pode ser que ele tenha a quantidade suficiente de recursos financeiros para iniciar as operações ou simplesmente dê conta de todas as operações iniciais. O problema é, que com o crescimento das operações, pode ser necessária a inclusão de um sócio na empresa. Nesse momento, muitos empresários se perguntam: como escolher o sócio ideal?

Um bom sócio não precisa ser alguém conhecido

Como a empresa é sempre tratada com muito cuidado, é comum pensar que um sócio deve ser uma pessoa conhecida — talvez até um amigo ou um parente — mas isso definitivamente não é necessário.

O que esse novo parceiro comercial tem que trazer é valor para a empresa, sendo ele conhecido ou não. Deve haver comprometimento não somente com a parte financeira, mas também com a parte técnica.

Um bom sócio não precisa trabalhar junto com você

Se você quiser um sócio apenas para investir capital, provavelmente você terá que apresentar os relatórios de resultados para justificar os repasses periódicos de lucros a ele. Caso ele venha a trabalhar com você, é necessário definir um pró-labore, pois será a recompensa pelo trabalho dele na empresa.

Nesse caso, uma dica importante é definir o valor do pró-labore proporcional aos resultados. Isso evita que o sócio aja como mais um funcionário na sua empresa e faz com que ele se comprometa mais com o futuro da empresa.

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Analisar o passado é um ótimo passo para escolher o sócio ideal

Se ele não for um empresário de primeira viagem, busque o histórico de investimentos em empresas, os principais motivos pelos quais ele saiu das sociedades anteriores e seu nível de comprometimento com elas. Caso isso não seja possível, trabalhe com o pró-labore para tentar regular o nível de comprometimento dele com sua empresa.

Trabalhar com parentes precisa de cuidados especiais

Uma sociedade, antes de qualquer coisa, é uma relação profissional entre várias pessoas físicas. Não há problemas legais com o fato de parentes serem sócios em uma mesma empresa, a não ser que sejam de cônjuges. Mesmo nesses casos, só haverá restrições se os dois forem casados em comunhão universal ou no regime da separação obrigatória de bens.

O mais importante é que eles, sendo ou não parentes, sabiam que cada sócio tem seu nível de responsabilidade dentro da entidade e o seu parentesco não tem influência nessa situação. Por isso, se for trabalhar com parentes, defina previamente todas as particularidades em relação às responsabilidades que cada sócio terá. .

E quando ocorrer um desentendimento mais grave?

Como em qualquer relação interpessoal, uma sociedade não está livre de problemas de convivência. O melhor jeito de lidar com eles é tentar identificá-los logo no início, para que você tenha a chance de conversar com seu sócio com os ânimos menos exaltadas. Uma conversa tranquila e honesta, quase sempre, é benéfico para ambas as partes e resolve a grande maioria dos problemas.

Não existe nenhuma receita de como escolher o sócio ideal, pois isso depende de muitas variáveis corporativas e comportamentais.  O mais importante é fazer o que é melhor para a empresa, colocando os interesses pessoais de cada sócio depois dos interesses da sociedade. Quer saber mais sobre o mundo dos negócios? Assine nossa newsletter e fique por dentro!

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