6 dicas para evitar uma crise no fluxo de caixa

O planejamento financeiro é o ponto crucial para a sobrevivência, o crescimento e a solidez de um negócio. Dentre as ferramentas de gestão, estão os registros de caixa (entradas e saídas), contas a pagar e a receber, controle bancário e de estoque, demonstrativos de resultados e, finalmente, o fluxo de caixa. Vale lembrar que a função do fluxo é informar ao empreendedor sobre o andamento da movimentação cotidiana dos recursos financeiros, uma vez que ele disponibiliza dados sobre saldo, recebimentos e pagamentos do negócio. De fato, é uma ferramenta de gestão estratégica, pois permite que o administrador tenha uma visão futura da movimentação das finanças. Por outro lado, quando o controle do fluxo de caixa é feito sem organização, a empresa pode entrar  em uma crise irreversível. Confira nossas 6 dicas para evitar a situação!

Tenha conhecimento da parte financeira do negócio

O empreendedor não deve entender apenas do produto ou serviço que disponibiliza no mercado. É preciso um conhecimento amplo que envolva todos os setores do negócio, incluindo, é claro, o setor financeiro: mantenha-se informado a respeito da movimentação de recursos, tanto para atender seus compromissos como contas a pagar, impostos e investimentos, quanto para as disponibilidades de contas a receber, aplicações, dentre outros fatores. Com o objetivo de manter um controle efetivo sobre a parte contábil do empreendimento, vale a pena terceirizar a gestão financeira, obtendo auxílio especializado na tarefa. Para empresas de pequeno porte ou que estão em seu estágio inicial, tal know how se faz ainda mais importante, visto que o empreendedor precisa focar suas atenções no estabelecimento do negócio e muitas vezes não possui conhecimento para gerir adequadamente as finanças.

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Conheça a diferença entre lucro e fluxo de caixa

Encarar a lucratividade e o fluxo de caixa da mesma maneira é um engano comum entre os pequenos empresários. É importante combater essa confusão: mesmo diante da geração de lucro e do crescimento da empresa, o gestor pode não ter dinheiro para pagar suas contas. Isso acontece quando há muito dinheiro parado na forma de estoque ou de dívidas não cobradas. Para evitar que isso aconteça, é preciso fazer projeções constantes entre o pagamento dos credores e o recebimento dos devedores, assim como a quitação de empréstimos.

Repense suas condições de crédito

Oferecer crédito aos clientes é um incentivo para que eles gastem mais. Por outro lado, a empresa vai demorar a ver a cor do dinheiro deles. Pagamentos para longo prazo dificultam a quitação das próprias dívidas. Limitar a, no máximo, 30 dias, é o ideal para não usa suas reservas para honrar os compromissos, que devem ser parcelados a fim de equilibrar as contas internas.

Incentive o pagamento antecipado

Dar descontos para quem quer pagar antes da data de vencimento não é nenhuma “ação de caridade” – é uma forma de evitar os calotes. Multas e juros para quem não cumpre o pagamento na data também devem ser aplicados para estimular o pagamento de pendências.

Controle periódico

O fluxo de caixa deve ser acompanhado regularmente, assim como os outros controles financeiros – dessa forma, se a empresa fica no vermelho, há como reverter a situação. Visualizando problemas com antecedência, o gestor consegue pensar em estratégias para solucionar o problema. Nesse sentido, acompanhar os indicadores é fundamental para a empresa se adaptar rapidamente a uma nova realidade de mercado e fazer projeções mais realistas.

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De olho nas despesas internas

Medir os custos internos é o passo mais importante para saber quanto custa manter sua empresa mês a mês para, no passo seguinte, calcular quanto deve ser seu lucro para cobrir essas despesas. Somente com o panorama completo da situação financeira é possível cortar desperdícios com multas, juros, energia elétrica e outros gastos que podem ser reduzidos ou totalmente eliminados.

E aí, gostou das dicas? Já realiza um controle minucioso da movimentação de recursos na sua empresa com o intuito de evitar uma possível crise no fluxo? Comente!

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