Pensando em contratar um funcionário temporário? Confira nosso Guia

Com o mercado aquecido, principalmente em períodos sazonais, como o final do ano, a contratação de funcionários temporários se torna uma prática recorrente. Para suprir a demanda extraordinária de certas épocas de maior consumo e movimento, muitas empresas lançam mão desta modalidade de trabalho, principalmente no setor do varejo.

Alternativa econômica, a contratação temporária é indicada quando há necessidade de mão-de-obra extra para complementar o serviço oferecido ou em casos de substituição passageira de funcionários regulares, como por exemplo nas situações de licença maternidade, férias e licença saúde.

Apesar de muito praticada, a modalidade do trabalho temporário ainda traz muitas dúvidas para empreendedores interessados em contratar, no que diz respeito às regras de contrato, às questões legais envolvidas e outros aspectos. Com isso em mente, elaboramos um guia para te ajudar a entender melhor os direitos e deveres implicados por este tipo de contratação e também dicas para não errar na hora de recepcionar e integrar seu funcionário. Vamos conferir?

Funcionário temporário: não erre na hora de contratar

Existem empresas especializadas que oferecem serviços de trabalho temporário, responsabilizando-se por recolocar funcionários qualificados no mercado. As vantagens deste serviço residem principalmente no trabalho de seleção, recrutamento e treinamento que estas empresas já fornecem, poupando tempo e esforço ao empreendedor que deseja contratar. Utilizar uma empresa especializada como intermediária do contrato é obrigatório: se a contratação ocorrer de maneira direta entre o empregado e a empresa que irá utilizar seu serviço, o trabalhador será considerado funcionário efetivo do local e não provisório.

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Ainda que os empregados novos e temporários tenham sido selecionados pela empresa especializada, ao recebê-los é preciso dedicar certo esforço para integração e treinamento do grupo. Se você não sabe exatamente como proceder neste processo, selecionamos algumas dicas importantes:

Treinamento eficiente

Esta é uma fase essencial para fazer com que o funcionário temporário se insira na empresa e se integre à equipe regular. Treine com frequência e faça perguntas constantes para este trabalhador sobre os produtos vendidos, a missão e os valores do empreendimento. Assim, crie um processo para assegurar que os novos funcionários estão indo de encontro às necessidades do consumidor e construindo uma relação positiva com ele.

Integre a equipe

É essencial fazer com que os novos funcionários se sintam acolhidos e bem-vindos. Uma boa pedida é estimular interações sociais entre os trabalhadores fixos e os temporários, incluindo também o novo grupo nos treinamentos gerais. Deste modo, é possível promover a criação de uma  equipe de trabalho coesa e ainda motivar os empregados antigos.

Utilize a equipe atual como apoio

A implementação de programas que transformem os funcionários regulares em mentores para os temporários é uma estratégia interessante e eficiente. Fazer com que os empregados mais experientes “adotem” os novos, dando-lhes poder para resolver eventuais problemas e orientar os mais novos, é uma excelente medida para promover a motivação da equipe, o treinamento dos novos contratados  e a integração de todos os funcionários da empresa.

Conheça os direitos e deveres da contratação provisória

Uma regra específica deste tipo de contratação é que a empresa de trabalho temporário responsável deve ser registrada no Ministério do Trabalho e Emprego. Neste sentido, é necessária a elaboração de dois contratos por escrito: um entre o empregado provisório e esta empresa de trabalho provisório e outro entre esta empresa e a aquela que for utilizar os serviços do trabalhador, ou seja, a contratante.

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Neste último contrato entre empresas, dentre outros dados, deverá constar uma justificativa da contratação desta mão-de-obra (neste ponto, é preciso esclarecer se o processo se faz por motivo de substituição de empregado ou devido ao aumento da demanda sazonal). O documento deve conter, ainda, qual a função será ocupada na empresa pelo funcionário, além das modalidades de remuneração.

Outro ponto crucial é que o contrato do trabalhador temporário não poderá exceder três meses, podendo ser prorrogado excepcionalmente uma única vez, desde que a empresa obtenha autorização da Delegacia Regional do Trabalho.

Quando o assunto em pauta são os direitos trabalhistas do profissional contratado em regime temporário, saiba que eles são os mesmos de qualquer outro funcionário, incluindo o salário piso da categoria, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias proporcionais com o acréscimo de 1\3, décimo terceiro salário de acordo com o tempo de trabalho, vale-transporte e INSS. Estes empregados, no entanto, não têm os direitos do aviso prévio com o fim do contrato e  da multa recisória do FGTS.

A jornada de trabalho do empregado temporário será de oito horas diárias, podendo ser excedida em até duas horas, sendo estas horas extras remuneradas com adicional mínimo de 20% em relação ao valor da hora normal. O funcionário terá direito, ainda, aos serviços e benefícios da Previdência Social e ao seguro contra possíveis acidentes de trabalho.

Ciente de todos os direitos e deveres, o empreendedor já está apto para analisar se a modalidade de trabalho vale a pena para sua empresa. Em períodos específicos do ano, nos quais aumenta a demanda e a necessidade de complementar o quadro de funcionários, a contratação do empregado temporário é uma solução que beneficia contratantes e contratados. No entanto, é fundamental estar atento aos custos e regulamentos específicos envolvidos no processo.

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