Saiba tudo sobre o Padrão Contábil Internacional

A contabilidade é fundamental dentro de uma empresa. Através desse departamento é que é possível gerar o controle e o monitoramento capazes e manter a saúde financeira do negócio, garantindo assim as suas atividades. E cada vez mais existe uma conversa acontecendo entre a contabilidade mundial, o que acabou gerando um Padrão Contábil Internacional.   

A globalização é um passo importante para a quebra de barreiras. As empresas cada vez mais extrapolam as fronteiras de seus países, e passam a conversar com negócios de outras nacionalidades.  

Com isso, o universo contábil se viu obrigado a criar normas que consigam também atender as negociações de maneira global. E assim surgiu Padrão Contábil Internacional, sobre o qual falaremos seguir para esclarecer todas as suas dúvidas. 

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Entenda o Padrão Contábil Internacional

A ideia de desenvolver um Padrão de Contabilidade Internacional surgiu para atender a grande necessidade de unificar a linguagem e os procedimentos desse departamento, de maneira que todos possam se entender mesmo quando houver a barreira do idioma.   

Imagine você que empresas de diferentes países precisam fazer uma negociação entre si. Cada país, no entanto, possui a sua própria linguagem contábil, onde existem diferentes interpretações dos termos de negociação. 

Para que esses dois países consigam dialogar entre si sem grandes problemas, surgiu o Padrão Contábil Internacional. Ele basicamente estreitou o laço entre os países, que agora conseguem se compreender no que diz respeito aos termos desse departamento. 

Além de facilitar as negociações, o padrão internacional trouxe também a credibilidade, já que não existem mais diversas interpretações para os diferentes fatos contábeis. As demonstrações podem ser consideradas fieis, confiáveis e transparentes, e facilitou também os processos governamentais.  

  • Quando o Brasil se adequou aos padrões internacionais? 

Somente em 2007 foi que a Lei 11.638 passou a adequar os padrões brasileiros aqueles praticados no exterior. Em 2010 a Lei entrou definitivamente em voga, e isso gera debates e discussões até os dias atuais.  

Com certeza, a adoção desse padrão internacional, muitas vezes citado como International Financial Reporting Standards (IFRS) representou a maior revolução no universo contábil do país, que até hoje passa por processos de adaptações.  

A promulgação da Lei 11.638 trouxe alterações a atualizações extremamente necessárias para a Lei 6.404/76, que já era considerada completamente desatualizada, e muitas vezes impraticável nas negociações atuais. 

Na prática, quais foram as vantagens da entrada do Brasil no padrão internacional?

Vamos pensar em um exemplo: um executivo brasileiro trabalha em uma grande empresa que possui uma filial em outro país. Esse profissional é enviado para a filial, então, para fechar uma grande negociação. 

Ao chegar lá, o empresário brasileiro se vê perdido dentro da linguagem contábil do local, sentindo-se amarrado as normas completamente diferentes daquelas que são praticadas na sede que o enviou.  

Para solucionar esse tipo de problema foi que criou-se essa “cartilha” com impacto internacional, e que o Brasil aderiu tardiamente. Ficou muito mais fácil, por exemplo, as negociações relacionadas as bolsas internacionais, e a adaptação de visitantes estrangeiros.  

Os acionistas também foram grandes beneficiados, pois, o fornecimento de informações para esse público passou a ser muito mais claro e objetivo, seguindo um padrão altamente compreensível.

E o que é o GAAP? Por que o Brasil não se adequou as normas americanas?

Além da IFRS – International Financial Reporting Standards, no entanto, existe também outra sigla muito popular na contabilidde, a US-GAAP – Generally Accepted Accounting Principles.   

Esse é o nome dado ao padrão americano de normas contábeis, e pode ser traduzido como “Princípios Contábeis Geralmente Aceitos”. Essa sigla sempre traz junto as letras que representam o país a que ela está se referindo, portanto, uma versão brasileira seria BR – GAAP.  

A verdade é que a US- GAAP possui pontos que são extremamente restritos a atividade contábil norte-americana, e cuja adoção não faria sentido para o Brasil, por exemplo.  

Portanto, para o Brasil, pareceu mais coerente se adequar ao IFRS, que também é o Padrão Contábil Internacional adotado em mais de 100 outros países, pois, adequar-se as normas estritamente americanas pareceu algo impossível e extremamente trabalhoso.  

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Padrão Contábil Internacional – Somente para empresas de capital aberto? 

Até aqui você pode entender como funciona o Padrão Contábil Internacional, e porque ele foi escolhido para ser adotado no país em detrimento do GAAP. Um dos pontos que citamos é que a adequação ao padrão facilitou muito o esclarecimento cedido aos acionistas.  

Mas será que somente as empresas de capital aberto devem se apegar aos detalhes do Padrão Contábil Internacional? 

Na verdade, a adesão às IFRS é um processo cada vez mais comum para todas as empresas, pois, representa um passo importante da globalização.  

O Padrão Contábil Internacional trouxe consigo uma possibilidade única de transparência corporativa, o que independe de sua empresa vender ou não ações. Adequar-se a esse padrão é a forma de manter o seu negócio entre as empresas mais renomadas e confiáveis do mundo.

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