O que é sustentabilidade empresarial? (Parte I)

Olá! Hoje começaremos a falar sobre a sustentabilidade empresarial: porque ela é importante e qual o seu papel dentro de uma companhia.

A matéria de hoje é a primeira de duas publicações que pretendem esclarecer as principais dúvidas sobre esse assunto tão em alta nos dias de hoje.

O que é sustentabilidade empresarial?

A expressão “sustentável” nos remete à palavra “sustento”, ou seja, de uma maneira resumida, a sustentabilidade conserva ou apoia algo.

Nos dias de hoje, o termo é muito utilizado para se referir ao aproveitamento e conservação dos recursos naturais do nosso planeta.

Apesar de estar associada à natureza, a palavra em si, é muito mais do que isso. Podemos dizer que sustentabilidade empresarial é uma idea ou mentalidade, ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa.

Gostou dos nomes? Agora, vamos definir cada conceito individualmente, só para esclarecermos as coisas.

Ecologicamente correta: Ou seja, trabalha pensando no meio ambiente e nos recursos naturais. Por exemplo: um sistema que colete água da chuva para reaproveitá-la posteriormente.

Economicamente viável: Apesar de parecer óbvio, esse conceito é extremamente importante, para que possam ser desenvolvidas outras iniciativas com o mesmo objetivo, visando sempre o custo acessível e a maior eficácia do projeto.

Socialmente justa: Esse é o conceito que causa mais dúvidas do tipo “O que um plano sustentável tem a ver com trabalho ou projetos sociais?”. Absolutamente tudo, não existe iniciativa sustentável sem suporte ou fundamentos sociais.

O que significa que a medida em questão, tem que de alguma forma, atender e beneficiar uma determinada população, os funcionários ou consumidores em caso de empresas.

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Um salto na evolução

Em 1994, o sociólogo britânico John Elkington criou o triple bottom line ou “tripé da sustentabilidade” e criou o desenho de três círculos circunscritos, isto é, há uma interseção que representa o equilíbrio entre os três aspectos anteriores.

Os estudos e a realidade atual apontam as razões pelas quais o foco de hoje no uso da expressão é o meio ambiente.

A mais básica delas é que tudo que fazemos, depende de alguma forma, dos recursos naturais, seja nossa energia elétrica, água, etc.

Se pararmos para pesquisar, veremos que os números são alarmantes. Cada vez menos podemos contar com a natureza para nossa sobrevivência.

Isso, porque no passado, nós somente desfrutávamos sem devolver os materiais que consumíamos.

No entanto, a expectativa é de que a aderência ao movimento aumente e todos comecem a se dar conta de que a conservação ambiental, não só nos garante a sobrevivência, mas também nos impulsiona direto para a evolução.

Após inúmeras pesquisas, estudos e levantamentos, o homem percebeu o quanto seu custo de produção é alto. Os materiais que utilizamos e a forma como produzimos está ficando ultrapassada e cara.

Com esse compromisso de reparar os danos, muitas empresas descobriram técnicas inovadoras de continuar produzindo de maneira menos ofensiva, mais eficiente e acima de tudo, mais economicamente viável. 

Por trás da teoria

Essa aderência vem se tornando cada vez mais real. Você já deve ter visto assinaturas de e-mail ou mensagens eletrônicas com os dizeres: “Só imprima se necessário”, ou “respeite a natureza”.

Para utilizar esse tipo de mensagem, a empresa em questão tem que possuir alguma iniciativa ou projeto sustentável, normalmente ligado ao reaproveitamento de materiais, descarte adequado ou economia de recursos.

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Esse processo atingiu até mesmo o consumidor, que ficou mais exigente. O consumidor de hoje é muito mais consciente e maduro em relação a isso.

Isso não quer dizer que as pessoas mais velhas são irresponsáveis e não tem compromisso socioambiental, quer dizer apenas que a realidade mudou. Infelizmente, para pior.

As gerações anteriores começaram a perceber o tamanho do estrago e passaram a ensinar às mais jovens a importância de manter o planeta saudável.

Portanto, empresas que demonstram proteger o meio ambiente ganham pontos e são bem vistas perante o público.

Consciência admirável

Pesquisas apontam que apesar do consumidor nem sempre poder arcar com o custo de um produto comprovadamente sustentável, se o preço for similar, as pessoas tendem a optar por aquele que demonstra menor agressão ou maior respeito ao meio ambiente.

sustentabilidade empresarial

Isso acontece porque nos sentimos responsáveis pela destruição do planeta, quando compramos um produto que não o agride, sentimos que estamos fazendo a nossa parte, o famoso sentimento de dever cumprido.

Essa influência passou a ocupar diversos setores: carros menos poluentes, faturas de contas via e-mail que visam praticidade e economia de papel, sacolas de mercado biodegradáveis, entre outros.

Ter ideias é a parte fácil, você pode pensar no que quiser, em seguida vem a parte dos recursos necessários e aí já começa a aparecer o lado financeiro.

Marketing sustentável

Nós dissemos que a sustentabilidade deve ser apoiada por três pilares, certo?

Capital, sociedade e natureza.

Voltando a um dos exemplos de antes: A fatura digital ou via e-mail, não gera custo para empresa e nem para o cliente, não agride o meio ambiente por não utilizar papel como matéria prima, e ainda atende as pessoas, que são os consumidores.

Você informa a conta de e-mail em que deseja receber a fatura e pode conferi-la a qualquer momento em seu computador, tablet ou smartphone.

Com os aplicativos de bancos, a coisa fica ainda mais fácil, além de visualizar a sua fatura, você também poderá pagá-la de qualquer lugar.

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Viram só como já temos nossos três pilares no exemplo acima?

Mesmo que indiretamente, as empresas acabam se ajudando e principalmente ao consumidor.

Essa praticidade e vantagens ajudam a conquistar as pessoas, afinal um dos recursos mais escassos da idade contemporânea é o tempo.

A questão do consumidor também deve ser levada em conta, é justamente aí que entra o pilar social. Para quem eu estou produzindo? O que essas pessoas esperam do meu produto?

Obter as respostas é a chave para o equilíbrio sustentável.

Com isso, encerramos a publicação de hoje, esperamos que tenham gostado e comentem sobre o que acharam dessa introdução sobre o assunto.

Falaremos um pouco mais sobre os três pilares da sustentabilidade na próxima publicação. Não percam!

 

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