Capital de giro: o que é e como gerenciar?

Ter uma empresa implica não apenas no atendimento ao cliente e na retirada mensal de lucros. Empreender, muito mais do que exigir conhecimentos da área de atuação por parte de seu gestor,  também demanda familiaridade com termos da Administração essenciais para o dia a dia do negócio – um deles é o chamado “capital de giro”. O recurso, inclusive, muitas vezes é um dos maiores obstáculos para quem quer abrir uma empresa: de acordo com o Sebrae, de cada 10 empresas que abrem, 6 fecham suas portas em 5 anos de vida, e um dos principais desafios é justamente a administração do capital de giro, que frequentemente é ignorado nos planos de quem começa a empreender. Mas você sabe o que é e para que serve esta ferramenta?

O que é capital de giro?

O capital de giro é a soma dos recursos financeiros de uma empresa aplicados no caixa, banco, estoques e valores a receber. É influenciado pelo volume de vendas, compras, custos das vendas e pagamento de compras. Em outras palavras, o capital de giro é o montante financeiro de reserva que o empreendedor deve utilizar no início do negócio com o objetivo de suportar as despesas da abertura, principalmente se levarmos em consideração que a empresa normalmente fatura pouco nos primeiros meses de vida. Como há gastos fixos e variáveis até que o negócio comece a dar lucro, é o capital de giro que cobre esses custos no período.

A importância do capital de giro em uma empresa

O capital de giro cumpre a função do ciclo de caixa na empresa. Quando este é longo, a necessidade de capital de giro é maior. Reduzir o ciclo de caixa representa receber mais cedo e pagar mais tarde, o que deve ser uma meta da gestão financeira da empresa. Em geral, de 50 a 60% do total dos ativos de uma empresa representam a fatia correspondente a este capital. Vale lembrar, entretanto, o capital de giro precisa ser acompanhado e monitorado permanentemente.

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Como administrar seu capital de giro

O planejamento inicial, antes mesmo da abertura do negócio, é fundamental para se chegar ao cálculo realista de todos os gastos durante um determinado tempo. O prudente é ter um adicional de dinheiro para cobrir até 50% dos gastos para os próximos 6 meses, segundo especialistas. Há ainda casos de eventualidades, e o capital pode não ser suficiente. Nessas ocasiões, é preciso refazer os cálculos ou até mesmo repensar o modelo de negócio antes mesmo que o dinheiro acabe.

Vale a pena lembrar que os estoques também funcionam como capital de giro: aumentar o giro das mercadorias estocadas aumenta também a saúde financeira da empresa.

Dicas para um bom gerenciamento

Algumas atitudes ajudam a prevenir a insuficiência do capital, como manter o controle da inadimplência, adotar uma política de redução de custos e despesas e reduzir prazos de recebimento e estocagem. É interessante, ainda, que as dívidas de curto prazo sejam renegociadas para um prazo maior.  A principal ação para um bom gerenciamento do capital de giro, no entanto, é mesmo manter a empresa lucrativa, uma vez que o lucro é a principal fonte de realimentação do capital de giro. Para tanto, reduzir as despesas apenas ao essencial é o indicado, fazendo com que o capital de giro dure mais tempo.

Para a hora de cortar despesas, porém, vale um adendo importante: o investimento em marketing não é supérfluo! Este é um custo fundamental para o negócio, tendo maior potencial de retorno e gerando receita.

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